Terça-feira, Maio 4
Faça você mesmo seu trajeto
Hoje, passei o dia inteiro assistindo palestras sobre BI (Business Intelligence) na Câmara Amerciana de Comércio do Brasil. Achei que foi um dia longo e bastante cansativo. Em alguns momentos senti sono e quis sair da sala, mas me mantive firme e forte no meu lugar.
Quando chegou ao fim eu já estava muito ansiosa e sem paciência. Queria sair logo, pegar um táxi e chegar logo na padaria, perto da faculdade, para comer algo e relaxar. Mas o estresse estava só começando.
Entramos no táxi (dei carona para uma moça que trabalha nos Correios e estava no evento). Minha respiração já não estava das melhores, mas não demorou muito para piorar.
O motorista do táxi, sem nos perguntar se tínhamos preferência por algum trajeto, pegou a Marginal Pinheiros, que óbvio, estava com trânsito parado.
Assim que me dei conta do que ele estava fazendo e também por medo de ser assaltada no trânsito parado, pedi que ele mudasse o trajeto e fosse por dentro do bairro. Ele não gostou muito e percebi que não era um dos taxistas mais simpáticos que já peguei. Depois de um certo tempo atendeu meu pedido e saímos pela Av. Bandeirantes, que pra minha alegria estava com trânsito fluindo melhor.
Fiquei aliviada por ter deixado a Marginal e relaxei um pouco. Meu alívio me fez cometer uma besteira minutos depois. Quando chegamos próximo a Av. Helio Pelegrino perguntei se o motorista sabia pegar a Av. Brigadeiro Luis Antônio a partir daquele ponto. Como ele respondeu que sim, não me preocupei e deixei ele fazer o caminho.
Não demorou muito para a minha falta de ar piorar. O medo que senti de ser assaltada na Marginal deu lugar para a indignação. Quando estávamos na Marginal eu falei que não queria passar pela Juscelino kubitschek porque o trânsito desse percurso é sempre mais intenso. Pra minha irritação ele virou na Clodomiro Amazônas sentido Juscelino. Eu não quis acreditar que ele estava fazendo esse trajeto e fiquei esperando pra ver se ele iria pegar alguma outra rua. Mas não. Ele foi até ela, que estava com trânsito intenso.
Senti vontade de falar tudo o que me veio na mente naquele momento. Queria que ele soubesse que eu o achava uma ANTA (pra não dizer que na verdade ele me fez sentir uma anta por deixar meu trajeto nas mãos dele). Mas claro que segurei minha boca e tentei mudar meus pensamentos. Nunca se sabe quem é o outro, do que ele é capaz. Graças a Deus meu medo é maior que minha raiva nesses momentos e até hoje consegui segurar minha lingua solta.
Bom, com tudo isso, decidi que não tinha condições de ir pra faculdade. A aula de hoje não era minha preferida -, longe disso. Então vim pra casa e estou até agora tentando me acalmar.
Já tomei banho, liguei para o meu namorado (e contei tudo com indignação), comi três bananas (o que faz a ansiedade), verifiquei minhas duas caixas de e-mails, cuidei da Fazendinha no Orkut, acessei o Facebook (depois de meses sem acessar), li algumas reportagem na IstoÉ Dinheiro, assisti novela e escrevi no meu diário. Confesso que só agora minha respiração está voltando ao normal.
Acho que agora já posso voltar para as minhas leituras. Acredito que posso esquecer este fim de tarde.
Terça-feira, Julho 28
Memórias de um Prêmio Nobel
Nascido em 1905 em Ruschuk, pequeno porto búlgaro próximo ao rio Danúbio, filho de judeus sefardins, doutorado em Química pela Universidade de Viena, em 1929, Elias Canetti ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1981, com a obra Massa e Poder (1961). Aos 25 anos fez sua primeira publicação, mas somente nos anos 60 seu trabalho foi notado pela crítica. Sua primeira obra foi uma peça teatral em versos, Junius Brutus, produzida entre 1916 e 1921 durante os estudos em Zurique.
Novelista, ensaísta, sociólogo e teatrólogo, além da obra que lhe rendeu o Prêmio Nobel, Canetti publicou títulos como Auto da fé (1935), A consciência das palavras (1990), Vozes de Marrakech (1987) e sua autobiografia, composta de três volumes que totalizam 840 páginas: A Língua Absolvida (1980); Uma Luz no meu Ouvido (1989); O Jogo de Olhos (1990).
No primeiro volume das memórias, A Língua Absolvida, o escritor relata o período que vai de seu nascimento ao fim da adolescência em Zurique, na Suíça - 1905 a 1921. Canetti descreve a peregrinação com a família pela Europa arrasada pela Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) – período em que se mudou quatro vezes.
Um ano antes de seu pai morrer, a família mudou para Manchester, onde o menino aprendeu inglês. Com a dura morte do pai, sua mãe seguiu com os filhos para Viena. Em 1916 mudou para a Suíça e de lá Canetti foi para Berlim, onde concluiu a escola.
As memórias são registradas com tamanha riqueza de detalhes que começa no título e narra um episódio envolvendo o namorado da babá, que ameaçou cortar sua língua como forma de fazê-lo calar. Elias Canetti registra acontecimentos e pessoas que marcaram sua vida, as conversas com os desenhos do papel de parede, os livros que ganhava do pai, o avô que falava 17 línguas, o duro aprendizado de alemão com a mãe, as tensões familiares geradas pelo ciúme que cultivava da mãe e o desenvolvimento da consciência literária.
Mas nem tudo foi difícil para o menino que aos 16 anos falava quatro idiomas, tinha contato com mais seis línguas e universos culturais variados. Seu maior prazer nos momentos livres, durante esses primeiros anos de vida, eram os saraus de leituras que fazia com a mãe, onde teve contato com grandes escritores da literatura.
A leitura de A Língua Absolvida é agradável e não necessita de conhecimentos prévios para entendê-la. Indicado ao público em geral e, em especial, aqueles que têm o desejo de escrever e de se autonarrar, a obra marca experiências pessoais, estimulando a lembrança de fatos, experiências de vida e formação do leitor.
Segunda-feira, Fevereiro 2
Meu primeiro parto
Nada melhor do que ver uma vida nascendo para compensar um pouco da tristeza causada pela morte de um ente querido. Por isso, hoje, durante o meu horário de almoço, vou assistir ao nascimento do Davi, filho da minha cunhada. Depois conto pra vocês qual é a sensação do meu primeiro parto. (gostaria que minha avó estivesse aqui para compartilhar desse momento. Quem sabe a tristeza dela desse lugar a esperança...)
Quinta-feira, Janeiro 29
Augusto de Campos
Terça-feira, Janeiro 6
Sou fã
Para mim, escrever é difícil. Quero dizer, escrever sem ter um tema, sem ser algo encomendado. Escrever por escrever. Soltar as palavras, fazer fila com elas, brincar de roda. Elas ficam me atormentando, zoando de mim e nada de sair. Fico quase louca. Raramente elas se deixam sair e me brindam com a alegria de escrever, mesmo que seja para dizer nada, como agora. Só para desopilar e continuar levando a vida.
Segunda-feira, Dezembro 15
Consumo consciente no Brasil ainda é teoria
Apesar das ondas de conscientização que se propagam pelo planeta, eventos como o Natal, por exemplo, dão conta de um movimento em contramão - populações começam a se aglomerar em shopping centers e áreas comerciais em metrópoles de todo o mundo, na busca febril por enfeites e presentes para familiares e amigos. As preocupações com o meio ambiente, sobretudo nesses momentos, ficam em segundo plano. É como se as estatísticas assustadoras sobre a ação nefasta do consumo alienado fossem guardadas temporariamente. Mas os relatórios não dormem: a Avaliação Ecossistêmica do Milênio (encomendada pelo Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em 2000) continua a alertar para os riscos dos atuais padrões de produção e consumo, que ameaçam uma série de benefícios que sucedem do bom funcionamento dos ecossistemas. Uma ameaça contundente a todos os seres vivos do planeta.Nossa enquete, "Consumo Consciente: Prática ou Teoria?", realizada no início de novembro, com 30 consumidores de idades variadas, revela que apenas 13% deles procuram saber como são feitos os produtos consumidos. Desses, 67% deixariam de comprar um produto se soubessem que prejudica o meio ambiente. Para Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, "a conscientização do consumidor brasileiro vem aumentando ao longo dos últimos anos; porém, ela ainda está muito distante dos padrões apresentados em países desenvolvidos. Essa evolução depende, fundamentalmente, da qualidade da educação oferecida no País. Somente através da educação é possível mudar o comportamento das pessoas", complementa Leite.
Segundo Patrícia Vance, professora do Programa de Administração de Varejo (PROVAR), da Fundação Instituto de Administração, a educação contribui para conscientizar as pessoas e despertar o interesse pelo tema. Mas, diz ela, é preciso pensar na educação de forma ampla, promovida pelo governo para todos, com o envolvimento também das empresas. "Além da educação, é fundamental que esses agentes - escola, empresa e governo - atuem alinhados com esses princípios, sinalizando e reforçando um comportamento exemplar. Mais do que isso: é bom lembrar que cabe aos pais dar o exemplo. Se eles adotarem comportamentos que indiquem um consumo responsável, compartilhando os valores com a família, os mesmos serão gradualmente incorporados pelos filhos".
Um segundo fator que dificulta o crescimento sustentável é o custo, muitas vezes mais alto, dos produtos considerados ecologicamente corretos. É quando o assunto toca no bolso do consumidor que se pode perceber claramente a diferença entre os valores e a prática. Embora 67% do público pesquisado tenha respondido que a etiqueta "verde" influencia na escolha de um produto, apenas 50% estaria disposto a pagar mais por ele. Boa parte da população abre mão de suas responsabilidades como consumidor e opta por produtos mais baratos, mesmo que poluam o planeta. "O consumidor brasileiro, em sua maioria, ainda não está disposto a pagar valores mais elevados por produtos ecológicos, salvo quando esse valor já está incorporado à marca, como é o caso de empresas como a Natura e O Boticário. No entanto, este comportamento não se aplica a outros varejos, como por exemplo, o supermercadista", explica Patrícia.
O maior desafio está em mudar velhos hábitos de consumo. O Natal é um bom momento para colocar em prática aquilo que funciona muito bem na teoria. Segundo a professora, é importante considerar alguns aspectos antes de efetuar uma compra. Ela recomenda que se comprem apenas os itens necessários; sejam priorizadas as empresas fornecedoras que demonstrem comportamento ético e sustentável; haja preocupação com o descarte das embalagens, encaminhando-as para reciclagem; evite-se a compra de produtos piratas.
Alcides Leite diz que é necessário que o cidadão entenda que o modelo consumista, comum nos países desenvolvidos, é inviável em escala mundial e que existe a necessidade de se reverem valores e hábitos de consumo em todo o mundo. "Existem muitos produtos que contribuem para o desenvolvimento sustentável de regiões mais pobres do país e que devem ser difundidos pelas cadeias varejistas; produtos que valorizam a cultura local e geram renda para a população da região. É necessário, portanto, conjugar a atividade comercial, típica de um país capitalista, com a preservação do meio-ambiente. Somente através da atividade econômica é possível preservar as riquezas naturais". Segundo ele, consumo e preservação ambiental devem caminhar juntos.
Há algum tempo deixou de ser novidade que nossas atividades estão esgotando a natureza de tal forma que a capacidade dos ecossistemas, de sustentar as gerações futuras, já é incerta. Parece evidente que a proteção do capital natural não pode mais ser vista de forma secundária. E desse ponto de vista, os Natais podem ganhar um aspecto estratégico, para além de sua magia: a disseminação da importância do consumo consciente entre parentes, amigos e conhecidos. Esse é, sem dúvida, o melhor presente que alguém pode oferecer à humanidade nos dias atuais.
* Foto Valéria Almeida
Domingo, Outubro 12
Planeta Sustentável
Estive no local hoje e tirei algumas fotos ao longo da minha caminhada.
Com uma bola crianças aprendem sobre reciclagem brincando.
Todos marcam pontos.
Maquete para economia de luz, da CPFL.
Papa pilhas do Banco Real.
Tenda do Banco Real, uma das mais bonitas do evento.
Oficina de instrumentos musicais de sucata (Sucata sonora).
A chegada do prefeito da cidade.
Gilberto Kassab cumprimenta uma visitante do evento.
Gilberto Kassab passeia cercado por jornalistas e visitantes.


Kassab na tenda da Editora Abril.
Recebendo informações sobre o evento.Sábado, Agosto 30
Palestra do Caco Barcellos
Sexta-feira, Agosto 22
Não resisti... meu namorado que me desculpe!
Interessante a reflexão! Lendo percebi que, embora eu ainda não tenha 47, também sonho me perder numa ilha com o Sawyer (de LOST) como as de 32. Quem não sonha? Pra quem não lembra dele coloquei algumas fotinhos abaixo pra refrescar a memória (falando em refrescar lembrei de algumas cenas dele saindo do mar, molhado, com aquela cara de safado, decidido...). Meu namorado vai "adorar" este texto (Fazer o que? Às vezes temos que falar). Entretanto, desta vez vou parar por aqui. Deixo as fotos falarem por mim.
...
Você disse alguma coisa?
Imagine ele tocando pra você...
Segunda-feira, Agosto 18
Um fim de semana qualquer
O personagem de Richard Gere (Simon Hunt) vê sua carreira ir por água à baixo depois que sua “mulher” é assassinada num massacre realizado pelo tal “A Raposa” e seus seguidores. Depois desse episódio sua vida se resume a caçar o tal assassino. No final, como na maioria dos filmes, ele consegue seu intento.
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Domingo acordei mais tarde (de novo) e fui à Bienal do Livro. Mas cheguei de volta, em casa, cansada e triste. Não consegui comprar um único livro. Não sei se o problema sou eu ou se é a minha falta de dinheiro... Achei os livros muito caros.
“Bate outra vez, com esperanças o meu coração...” (Beth Carvalho)
Eu tinha esperança que lá custariam menos. Fui procurar dois que preciso para a faculdade e descobri que custam o mesmo preço das livrarias. Ou seja, qual a graça de uma feira de livros?! Estou muito decepcionada.
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Hoje estou de volta ao trabalho, depois vou para a faculdade... estou ouvindo Kid Abelha:
“Eu perco o sono e choro sei que quase desespero, mas não sei por que...”
Sábado, Agosto 16
Também não sou de ferro!
Então fomos a um barzinho na Vila Madalena (eu e o meu namorado, ela e o marido). Qual o nome do bar? Você acredita que eu não prestei atenção... O que importava pra mim naquele momento (depois de uma semana interia acordando às 06h da manhã e chegando em casa às 23h30) era que o chopp estivesse bem gelado e eu pudesse relaxar um pouco. Esquecer o trabalho, a faculdade e todas as demais responsabilidades que carrego há anos.
Com a nova lei, dois de nós não podiam beber... alguém precisava dirigir. A irmã dele está gravida, não pode beber. Foi resolvido rápido, mas estávamos em dois carros. Então combinei com o meu namorado que ele não beberia e eu ficaria livre. Seria meu dia de aproveitar. Foi exatamente o que fiz. Pedi um chopp black e tomei como se fosse um suco delicioso (quem me conhece vai dizer "- Nossa! as coisas estão mudando. A Lan tomando chopp como se fosse suco?").
Pois é, eu precisava muito daqueles três chopps. (Aí meus amigos pensarão "Ela não está bem. Três chopps??? Ela nunca bebe nada!...").
Amigos queridos, estou ótima. Mas também não sou de ferro (isso me lembra o filme "Homem de ferro"). Às vezes é bom fazer algo diferente e eu gostei de ontem.
"Um belo dia resolvi mudar e fazer tudo o que eu queria fazer. Me libertei daquela vida vulgar..." (Rita Lee)
E para concluir, agora são dez e pouco da manhã e estou escrevendo pra contar minha escapadela da rotina. Adivinhem... depois dos choppinhos dormi pesado e hoje fiquei com preguiça de acordar para ir à aula de inglês. Me tornei irresponsável só por hoje, e só no período da manhã, porque a tarde tenho aula e não faltarei.
Sexta-feira, Agosto 15
O roda está girando
Quando penso em fim de semana penso logo no domingo, que é o único dia que consigo dormir um pouco mais, e com o pensamento no domingo viajo imaginando coisas que gostaria de fazer... cinema, teatro, livros, internet, parque, música...
Minha programação para este domingo está meio confusa ainda, mas pretendo assistir um filme (A CAÇADA) ou uma peça de teatro (SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO). Também quero dar uma passadinha na Bienal do Livro (tenho vontade de comprar váááários, mas isso depende de dinheiro, que está meio escasso na minha conta).
E pronto, foi meu fim de semana. Acabou. Domingo à noite vou à igreja para alimentar a alma, assim como faço com a mente, através das leituras, da faculdade, da música e etc. Quando volto pra casa é hora de dormir porque na segunda-feira tudo começa outra vez até que chegue mais um fim de semana. E a roda vai girando, com ela vão os dias, as semanas, os meses e os anos. Assim a vida passa...
Quarta-feira, Agosto 13
Ah! se eu fosse marinheiro...
Uma das minhas grandes amigas foi para a Irlanda na última sexta-feira. Confesso que fiquei um pouco enciumada – minha vontade de morar em outro país estava adormecida há mais de três anos, mas agora voltou e está aumentando desde que ela partiu.
Tenho ouvido relatos de amigos ou conhecidos que foram ou estão a caminho desta viagem... acompanhei a aventura de um estudante de jornalismo através de seu blog – Metatron - e cada dia sinto mais a importância dessa experiência de morar em outro país, principalmente para alguém que pretende trabalhar um dia com comunicação. É uma experiência insubstituível!
Hoje apenas uma coisa me prende ao Brasil. FALTA DE DINHEIRO para viajar e me bancar lá fora por algum tempo.
Ah, se eu fosse marinheiro era eu quem tinha partido, mas meu coração ligeiro não se teria partido... (Adriana calcanhoto)
Ontem conversava com um colega de trabalho sobre este assunto e ele falou uma coisa certíssima: preciso quebrar o círculo vicioso! Depois disso as coisas começarão a fluir com mais naturalidade e talvez até com mais facilidade. Quem sabem em 2009 seja eu a relatar minhas aventuras pelo mundo...hein?! Quem sabe?
Terça-feira, Agosto 12
Minha volta às aulas...
De casa para o trabalho, do trabalho para casa... Sim APROVEITEI até o último segundo, porque a partir de agora será de casa para o trabalho, do trabalho para a faculdade e da faculdade para casa.
Claro que entre uma coisa e outra passo por alguns ônibus, diversos estresses, vários sobressaltos. Mas nada que não possa esquecer depois de uma BOA noite de sono.
Meu dia de trabalho normalmente é cansativo e chato... e depois de passar por ele ainda tenho outras provas. Uma delas é enfrentar um ônibus LOTADO (MUIIIIITO lotado, todos os dias). Vou em pé, geralmente fico nos degraus da porta, porque raramente consigo passar a catraca antes de chegar à ponte da Lapa e se consigo, vou exprimida até a hora de descer.Quando finalmente chego à sala de aula tenho outra prova para enfrentar - um monte de colegas, alguns que o pai banca e que não querem nada com nada, que falam durante a aula toda. Ou seja, eles NÃO colaboram comigo.
A decepção maior foi nesse primeiro dia do semestre. Já sabia, mas tive a prova concreta de que a escola TAMBÉM não colabora. Ontem estava IMPOSSÍVEL de estudar naquela unidade. Reencontro de colegas depois de um mês de férias; um querendo contar para outro o que fez durante esse período; muito barulho vindo da rua; alunos RINDO e falando ALTO nos corredores; um professor novo (que falava MUITOS gerúndios); e para piorar, a matéria não era das melhores.
A vontade de sair correndo foi GRANDE, mas consegui me controlar e fiquei até o final. Fui forte e agüentei firme...
Durante o intervalo fui ao térreo com uma colega pra fazer um lanche. As filas estavam ENORMES e para piorar estava rolando um show que não entendi até agora. Detalhe, era em frente a biblioteca. A cada música apareciam algumas meninas diferentes no palco pra dançar. Teve apresentação de dança do ventre e mais algumas que não consegui identificar.
ME DIZ: Qual a tua impressão?
Deve estar perguntando a si mesmo se realmente eu estava na faculdade. Eu sei... eu mesma me perguntei isso várias vezes. Mas sinceramente, tenho minhas dúvidas.
Tirando todos esses casos estranhos o segundo horário salvou minha noite. Também era uma professora nova, mas diferente do professor anterior. Cheia de didática, deu uma aula SUPER agradável. Gostei dela, da matéria e tudo o mais.
Segunda-feira, Agosto 11
Procura-se professores que tenham blog

O que me traz aqui, rapidamente neste momento, é que minha amiga/jornalista Cris Morgato está precisando de ajuda e eu gostaria de pedir que vocês me ajudem a ajudá-la.
A Cris está fazendo um trabalho e precisa ter contato com professores que tenham blog. Eu já passei o único que conheço, que aliás se quiserem visitar - já falei aqui antes - está logo abaixo o endereço. Ele chama Valdo Resende e está no Papolog.
beijos a todos e até breve.






















